Blog de História da Sandra Ferraz
segunda-feira, 30 de abril de 2012
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL: Em meados do século XVIII, teve início na Inglaterra a Revolução Industrial, que consistiu num conjunto de mudanças tecnológicas profundas na economia, prolongando-se pelo século XIX. A máquina foi suplantando o trabalho humano e uma nova relação entre o trabalho e capital se impôs.
O grande desenvolvimento da indústria provocou profundas transformações na vida do homem, nas relações entre nações e na estrutura das sociedades.
Muitas cidades surgiram com a indústria. Nelas, as fábricas concentravam centenas de trabalhadores, que vendiam sua força de trabalho em troca de um salário. Os operários viviam em condições miseráveis. Homens, mulheres e até crianças iniciavam a jornada diária muito cedo e trabalhavam de 14 a 16 horas por dia. Dentro das fábricas havia muita umidade e poeira, e o barulho era ensurdecedor. Mulheres e crianças, trabalhavam o mesmo número de horas e recebiam um salário bem mais baixo que o dos homens.
As condições subumanas em que vivia o trabalhador lavavam-no a contrair muitas doenças: tuberculose, varizes, úlceras, problemas de coluna etc... Em razão principalmente do cansaço excessivo, ocorriam muitos acidentes de trabalho, que provocavam multilações ou mortes. Os trabalhadores que sofriam acidentes eram sumariamente demitidos e não havia nenhuma lei que os protegesse.
As condições de trabalho e os abusos que sofriam, levaram os trabalhadores a lutar pela conquista de seus direitos.
A INGLATERRA E A PRIMEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL: O primeiro país a ter condições favoráveis de investir na utilização da máquina foi a Inglaterra. Por isso, liderou a primeira Revolução Industrial. Dentre essas condições, podem-se citar: acúmulo de capitais provenientes da expansão marítimo- comercial e da política mercantilista adotada pela Inglaterra; supremacia marítima; reservas minerais (havia abundância de jazidas de carvão e de ferro no solo inglês; produção capitalista da terra (o acúmulo de capitais viabilizou os investimentos na área rural; ampliação dos empréstimos a juros (com a criação do Banco da Inglaterra, em 1694; crescimento populacional e grande êxido rural, possibilitando grande oferta de trabalhadores; Revolução Gloriosa (que transformou o Parlamento britânico num efetivo órgão dirigente do Estado).
Todos esses elementos foram decisivos para a industrialização inglesa. Apareceram invenções que revolucionaram a indústria. O grande consumo de tecidos de lã e algodão estimulou a criação da máquina de fiar(Arkwright), do tear mecânico(Cartwright), do descaroçador de algodão(Eli Whitney), e deu origem às primeiras fábricas inglesas de fiação e tecelagem. Outras invenções fizeram parte da Revolução Industrial inglesa, dentre elas: a máquina à vapor(James Watt), a locomotiva à vapor(George Stephenson) e o barco à vapor(Robert Fulton).
A SOCIEDADE INDUSTRIAL: A Produção em larga escala, mediante a utilização de meios mecânicos, exigiu a concentração de trabalhadores em grandes unidades de produção, as fábricas, onde eles realizavam um trabalho dirigido e em conjunto. Na fábrica, consagrou-se e aperfeiçoou-se o princípio da divisão do trabalho: cada trabalhador realizava apenas uma parte do processo de produção, na qual se especializava.
O sistema fabril arruinou a pequena oficina artesanal, tão característica do modo de produção feudal. A maioria dessas oficinas, onde o operário fazia seu trabalho manual com as próprias ferramentas e com horário e ritmo de trabalho que ele mesmo determinava, não puderam agüentar a concorrência imposta pelos novos métodos fabris. Os artesãos viram-se obrigados a abandonar suas oficinas e a procurar trabalho nas fábricas, convertendo-se em operários assalariados.
Com a Revolução Industrial, dois grupos sociais se definiram: a burguesia industrial e o operariado, também chamado de proletariado.
A EXPANSÃO INDUSTRIAL: A SEGUNDA FASE DA INDÚSTRIA: Por volta de 1830, a França e a Bélgica iniciaram a sua industrialização, utilizando o vapor como principal fonte energética e o ferro como material industrial básico. Esses dois países e a Inglaterra estavam centrados na Indústria Têxtil.
Após 1860, a indústria instalou-se em outras regiões, como os Estados Alemães, o norte da Itália, a Rússia, os Estados Unidos, o Japão e a Holanda. A partir dessa época, começaram a ocorrer grandes inovações técnicas. O aço e os sintéticos foram utilizados como material industrial básico e as principais fontes de energia eram a eletricidade e o petróleo. Os setores industriais também se multiplicaram com o surgimento das indústrias siderúrgica, petroquímica, eletroeletrônica e automobilística.
No século XIX, o petróleo e a eletricidade substituíram o vapor, enquanto o aço substituiu o ferro. A indústria siderúrgica suplantou o setor têxtil.
A CONSOLIDAÇÃO DO CAPITALISMO: A ideologia burguesa, o liberalismo, fortaleceu-se e foi responsável por reformas que tiraram a economia do controle do Estado. O sistema econômico capitalista consolidou-se. Esse sistema caracterizava-se pelo acúmulo de capital, propriedade privada, obtenção de lucro e trabalho assalariado.
A concentração de capital estimulou a livre concorrência das empresas capitalistas. As mais ricas foram absorvendo as mais fracas. Os grandes grupos financeiros aliaram-se para monopolizar o mercado consumidor.
A concentração de capitais nas mãos da burguesia, acentuou a exploração do operariado urbano. Com a Segunda fase da Revolução Industrial, ocorreu progressiva diminuição da jornada de trabalho, bem como a regulamentação do trabalho feminino e infantil. Nesse período, os trabalhadores começaram a se organizar em sindicatos e surgiu a primeira Organização Internacional dos Trabalhadores, com o objetivo de unificar a luta operária.
ATIVIDADES
1. O que foi a Revolução Industrial?
2. O grande desenvolvimento da indústria provocou profundas ______________ na vida do homem, nas relações entre as ____________ e na estrutura das _____________. Muitas _______________ surgiram com a indústria. Nelas, as fábricas concentravam centenas de trabalhadores, que vendiam sua ___________________ em troca de um ________________.
3. Como passaram a viver os operários a partir da Revolução Industrial?
4. Como os trabalhadores reagiram às péssimas condições de trabalho no começo da Revolução Industrial?
5. Assinale a alternativa que NÃO pode ser considerada um fator para a Revolução Industrial ter-se iniciado na Inglaterra:
a) Acúmulo de capitais com a expansão marítimo-comercial e a política mercantilista. ( )
b) Abundância de jazidas de carvão e de ferro no solo inglês. ( )
c) Decadência da área rural e perda de capitais dos proprietários de terras. ( )
d) Ascensão da burguesia ao poder com a Revolução Gloriosa.
6. Explique como surgiu a fábrica e como se organizou o trabalho dentro dela.
7. Quais os países que se industrializaram após a Inglaterra, no século XIX?
8. Quais as inovações que se destacaram na indústria a partir do século XIX?
9. Qual foi a ideologia da burguesia industrial?
10. O que caracteriza o sistema econômico do capitalismo?
11. O que mudou para os trabalhadores na Segunda fase da Revolução Industrial?
12. Em que ano, aproximadamente, aconteceu a Revolução Industrial?
13. Em que país aconteceu a Revolução Industrial?
14. Responda:
a) Como passaram a viver os operários a partir da Revolução Industrial?
b) De onde vinham essas pessoas?
c) Onde passavam a morar e a quem pertencia o lugar onde moravam?
d) Como eram as casas?
e) Quantas horas por dia os operários trabalhavam durante o período da eclosão da Revolução Industrial?
f) Mulheres e crianças também trabalhavam?
g) As crianças, geralmente, freqüentavam a escola?
h) Que doenças eram comuns aos operários?
i) A sociedade que nasceu da industrialização dividiu-se basicamente em duas classes sociais. Quais são essas classes? ____________________ e _______________________
j) Nas cidades, o que importava mais: o tempo da natureza ou o tempo do relógio?
k) Naquela época, os trabalhadores possuíam direitos trabalhistas (como: carteira assinada, fundo de garantia, aposentadoria...)?
O grande desenvolvimento da indústria provocou profundas transformações na vida do homem, nas relações entre nações e na estrutura das sociedades.
Muitas cidades surgiram com a indústria. Nelas, as fábricas concentravam centenas de trabalhadores, que vendiam sua força de trabalho em troca de um salário. Os operários viviam em condições miseráveis. Homens, mulheres e até crianças iniciavam a jornada diária muito cedo e trabalhavam de 14 a 16 horas por dia. Dentro das fábricas havia muita umidade e poeira, e o barulho era ensurdecedor. Mulheres e crianças, trabalhavam o mesmo número de horas e recebiam um salário bem mais baixo que o dos homens.
As condições subumanas em que vivia o trabalhador lavavam-no a contrair muitas doenças: tuberculose, varizes, úlceras, problemas de coluna etc... Em razão principalmente do cansaço excessivo, ocorriam muitos acidentes de trabalho, que provocavam multilações ou mortes. Os trabalhadores que sofriam acidentes eram sumariamente demitidos e não havia nenhuma lei que os protegesse.
As condições de trabalho e os abusos que sofriam, levaram os trabalhadores a lutar pela conquista de seus direitos.
A INGLATERRA E A PRIMEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL: O primeiro país a ter condições favoráveis de investir na utilização da máquina foi a Inglaterra. Por isso, liderou a primeira Revolução Industrial. Dentre essas condições, podem-se citar: acúmulo de capitais provenientes da expansão marítimo- comercial e da política mercantilista adotada pela Inglaterra; supremacia marítima; reservas minerais (havia abundância de jazidas de carvão e de ferro no solo inglês; produção capitalista da terra (o acúmulo de capitais viabilizou os investimentos na área rural; ampliação dos empréstimos a juros (com a criação do Banco da Inglaterra, em 1694; crescimento populacional e grande êxido rural, possibilitando grande oferta de trabalhadores; Revolução Gloriosa (que transformou o Parlamento britânico num efetivo órgão dirigente do Estado).
Todos esses elementos foram decisivos para a industrialização inglesa. Apareceram invenções que revolucionaram a indústria. O grande consumo de tecidos de lã e algodão estimulou a criação da máquina de fiar(Arkwright), do tear mecânico(Cartwright), do descaroçador de algodão(Eli Whitney), e deu origem às primeiras fábricas inglesas de fiação e tecelagem. Outras invenções fizeram parte da Revolução Industrial inglesa, dentre elas: a máquina à vapor(James Watt), a locomotiva à vapor(George Stephenson) e o barco à vapor(Robert Fulton).
A SOCIEDADE INDUSTRIAL: A Produção em larga escala, mediante a utilização de meios mecânicos, exigiu a concentração de trabalhadores em grandes unidades de produção, as fábricas, onde eles realizavam um trabalho dirigido e em conjunto. Na fábrica, consagrou-se e aperfeiçoou-se o princípio da divisão do trabalho: cada trabalhador realizava apenas uma parte do processo de produção, na qual se especializava.
O sistema fabril arruinou a pequena oficina artesanal, tão característica do modo de produção feudal. A maioria dessas oficinas, onde o operário fazia seu trabalho manual com as próprias ferramentas e com horário e ritmo de trabalho que ele mesmo determinava, não puderam agüentar a concorrência imposta pelos novos métodos fabris. Os artesãos viram-se obrigados a abandonar suas oficinas e a procurar trabalho nas fábricas, convertendo-se em operários assalariados.
Com a Revolução Industrial, dois grupos sociais se definiram: a burguesia industrial e o operariado, também chamado de proletariado.
A EXPANSÃO INDUSTRIAL: A SEGUNDA FASE DA INDÚSTRIA: Por volta de 1830, a França e a Bélgica iniciaram a sua industrialização, utilizando o vapor como principal fonte energética e o ferro como material industrial básico. Esses dois países e a Inglaterra estavam centrados na Indústria Têxtil.
Após 1860, a indústria instalou-se em outras regiões, como os Estados Alemães, o norte da Itália, a Rússia, os Estados Unidos, o Japão e a Holanda. A partir dessa época, começaram a ocorrer grandes inovações técnicas. O aço e os sintéticos foram utilizados como material industrial básico e as principais fontes de energia eram a eletricidade e o petróleo. Os setores industriais também se multiplicaram com o surgimento das indústrias siderúrgica, petroquímica, eletroeletrônica e automobilística.
No século XIX, o petróleo e a eletricidade substituíram o vapor, enquanto o aço substituiu o ferro. A indústria siderúrgica suplantou o setor têxtil.
A CONSOLIDAÇÃO DO CAPITALISMO: A ideologia burguesa, o liberalismo, fortaleceu-se e foi responsável por reformas que tiraram a economia do controle do Estado. O sistema econômico capitalista consolidou-se. Esse sistema caracterizava-se pelo acúmulo de capital, propriedade privada, obtenção de lucro e trabalho assalariado.
A concentração de capital estimulou a livre concorrência das empresas capitalistas. As mais ricas foram absorvendo as mais fracas. Os grandes grupos financeiros aliaram-se para monopolizar o mercado consumidor.
A concentração de capitais nas mãos da burguesia, acentuou a exploração do operariado urbano. Com a Segunda fase da Revolução Industrial, ocorreu progressiva diminuição da jornada de trabalho, bem como a regulamentação do trabalho feminino e infantil. Nesse período, os trabalhadores começaram a se organizar em sindicatos e surgiu a primeira Organização Internacional dos Trabalhadores, com o objetivo de unificar a luta operária.
ATIVIDADES
1. O que foi a Revolução Industrial?
2. O grande desenvolvimento da indústria provocou profundas ______________ na vida do homem, nas relações entre as ____________ e na estrutura das _____________. Muitas _______________ surgiram com a indústria. Nelas, as fábricas concentravam centenas de trabalhadores, que vendiam sua ___________________ em troca de um ________________.
3. Como passaram a viver os operários a partir da Revolução Industrial?
4. Como os trabalhadores reagiram às péssimas condições de trabalho no começo da Revolução Industrial?
5. Assinale a alternativa que NÃO pode ser considerada um fator para a Revolução Industrial ter-se iniciado na Inglaterra:
a) Acúmulo de capitais com a expansão marítimo-comercial e a política mercantilista. ( )
b) Abundância de jazidas de carvão e de ferro no solo inglês. ( )
c) Decadência da área rural e perda de capitais dos proprietários de terras. ( )
d) Ascensão da burguesia ao poder com a Revolução Gloriosa.
6. Explique como surgiu a fábrica e como se organizou o trabalho dentro dela.
7. Quais os países que se industrializaram após a Inglaterra, no século XIX?
8. Quais as inovações que se destacaram na indústria a partir do século XIX?
9. Qual foi a ideologia da burguesia industrial?
10. O que caracteriza o sistema econômico do capitalismo?
11. O que mudou para os trabalhadores na Segunda fase da Revolução Industrial?
12. Em que ano, aproximadamente, aconteceu a Revolução Industrial?
13. Em que país aconteceu a Revolução Industrial?
14. Responda:
a) Como passaram a viver os operários a partir da Revolução Industrial?
b) De onde vinham essas pessoas?
c) Onde passavam a morar e a quem pertencia o lugar onde moravam?
d) Como eram as casas?
e) Quantas horas por dia os operários trabalhavam durante o período da eclosão da Revolução Industrial?
f) Mulheres e crianças também trabalhavam?
g) As crianças, geralmente, freqüentavam a escola?
h) Que doenças eram comuns aos operários?
i) A sociedade que nasceu da industrialização dividiu-se basicamente em duas classes sociais. Quais são essas classes? ____________________ e _______________________
j) Nas cidades, o que importava mais: o tempo da natureza ou o tempo do relógio?
k) Naquela época, os trabalhadores possuíam direitos trabalhistas (como: carteira assinada, fundo de garantia, aposentadoria...)?
INDEPENDENCIA DAS COLONIAS ESPANHOLAS
A INDEPENDÊNCIA DAS COLÔNIAS ESPANHOLAS
A INDEPENDÊNCIA DAS COLÔNIAS ESPANHOLAS
No início do século XIX, os países ibéricos estavam passando por um período de crise, que associado a outros fatores, como as Guerras Napoleônicas, causaram a perda de suas colônias na América.
As colônias pertencentes à Espanha alcançaram a independência política, graças aos seguintes conjuntos de fatores:
• Influência das idéias iluministas.
• O exemplo dado pelas ex-colônias inglesas.
• As rivalidades entre os criollos ( descendentes de espanhóis, nascidos na América- latinos) e os chapetones (espanhóis que vinham da metrópole para governar as Colônias).
• A invasão da Espanha pelas tropas francesas.
• Interesse dos colonos latino-americanos em livrar-se da opressão espanhola, acabando com os obstáculos impostos pelo Pacto Colonial ao progresso econômico das Colônias.
• Apoio da Inglaterra ao movimento de independência, pois os ingleses estavam interessados em realizar negócios diretamente com os futuros países livres.
OS “LIBERTADORES DA AMÉRICA”
Os lideres dos movimentos de independência latino-americanos eram, em geral, ricos fazendeiros ou mineradores, que em principio não pretendiam atrair a participação da população pobre, mestiços, índios e negros.
Porém, diante da necessidade de formar numerosas tropas para enfrentar os espanhóis, o povo foi manipulado e recrutado, afinal os tais “lideres” precisavam de alguém que morresse nas “grandes batalhas” de libertação.
Entre os chefes dos movimentos de independência, temos: Simon Bolívar, José de San Martim, Bernardo O’ Higgins, Sucre, Agostin Itúrbide.
Além desses, existiram vários outros.
Realizada a independência política, os novos países passaram a ser governados por suas respectivas elites sociais, deixando o povo longe da participação direta na política.
Como sempre, restava ao povo trabalhar e pagar impostos.
Por outro lado, quem mais lucrou foram os ingleses, que transformaram logo a América Latina em mercado consumidor de produtos industrializados e fornecedor de matérias-primas e gêneros tropicais baratos
No início do século XIX, os países ibéricos estavam passando por um período de crise, que associado a outros fatores, como as Guerras Napoleônicas, causaram a perda de suas colônias na América.
As colônias pertencentes à Espanha alcançaram a independência política, graças aos seguintes conjuntos de fatores:
• Influência das idéias iluministas.
• O exemplo dado pelas ex-colônias inglesas.
• As rivalidades entre os criollos ( descendentes de espanhóis, nascidos na América- latinos) e os chapetones (espanhóis que vinham da metrópole para governar as Colônias).
• A invasão da Espanha pelas tropas francesas.
• Interesse dos colonos latino-americanos em livrar-se da opressão espanhola, acabando com os obstáculos impostos pelo Pacto Colonial ao progresso econômico das Colônias.
• Apoio da Inglaterra ao movimento de independência, pois os ingleses estavam interessados em realizar negócios diretamente com os futuros países livres.
OS “LIBERTADORES DA AMÉRICA”
Os lideres dos movimentos de independência latino-americanos eram, em geral, ricos fazendeiros ou mineradores, que em principio não pretendiam atrair a participação da população pobre, mestiços, índios e negros.
Porém, diante da necessidade de formar numerosas tropas para enfrentar os espanhóis, o povo foi manipulado e recrutado, afinal os tais “lideres” precisavam de alguém que morresse nas “grandes batalhas” de libertação.
Entre os chefes dos movimentos de independência, temos: Simon Bolívar, José de San Martim, Bernardo O’ Higgins, Sucre, Agostin Itúrbide.
Além desses, existiram vários outros.
Realizada a independência política, os novos países passaram a ser governados por suas respectivas elites sociais, deixando o povo longe da participação direta na política.
Como sempre, restava ao povo trabalhar e pagar impostos.
Por outro lado, quem mais lucrou foram os ingleses, que transformaram logo a América Latina em mercado consumidor de produtos industrializados e fornecedor de matérias-primas e gêneros tropicais baratos
CRUZADAS
CRUZADAS
Introdução
As Cruzadas eram expedições de cristãos para libertar a Terra Santa (atual Palestina) dos turcos (muçulmanos), e eram patrocinadas pela Igreja Católica (Papa). O nome Cruzadas é porque os cristãos teciam uma cruz nas suas roupas, simbolizando o voto prestado à igreja.
Causas
Várias foram as causas das Cruzadas:
A partir do século X (10), a população da europa ocidental cresceu muito, e as grandes cidades não estavam mais dando conta de tanta gente. O jeito foi partir para novas terras, no oriente.
Muitos nobres da europa ocidental estavam interessados em adquirir novos feudos em terras mais férteis.
O papa Urbano II queria reerguer a unidade católica no oriente, que decaiu com a Cisma do Oriente (1054)
Muitos acreditavam que seguindo as cruzadas, alcançariam a salvação.
Naquela época não havia parque de diversão, então, para fugir do cotidiano das grandes cidades, eles partiam para as Cruzadas
Claro, interesses comerciais nas ricas terras do oriente.
Como hoje, o papa e outras "santidades", como Pedro o Eremita, tinham grandes poderes de influenciar o povo. Eles reuniram grandes multidões, de maioria pobre e miserável, para organizar uma Cruzada, chamada de Cruzada Popular. Conseguiram chegar em Constantinopla, mas com poucos recursos, cansados. Quem não gostou disso foi o imperador bizantino Aleixo Commeno, que incentivou os cruzados à atacar os infiéis, resultado: uma tremenda duma carnificina, quase todos os cruzados morreram. Depois disso, a cruzada ficou conhecida como Cruzada dos Mendigos.
Outra cruzada, desta vez formada por senhores feudais, condes, duques, etc, partiu para a Terra Santa, com o apoio dos Bizantinos. Com todo o poderio econômico e militar unidos, foi fácil conquistar Jerusalém, em 1099. Essa conquista custou milhares de vidas de judeus e muçulmanos. Nas terras conquistadas foram criadas o Reino de Jerusalém, Condado de Edessa, Condado de Trípoli e Principado de Antioquia . Mas logo essas terras ficaram precárias, em razão das constantes batalhas travadas por muçulmanos e os nativos contra os cristãos. Para tentar se manter nas regiões conquistadas, os cristãos criaram duas ordens: os Templários e os Hospitalários:
Templários: formar um exército para controlar os novos domínios, para isso, deveriam construir fortalezas, fossos, muros, etc. Também se juntou à ordem uma milícia de monges cavaleiros.
Hospitalários: como o nome já diz, criaram estabelecimentos para acolher os peregrinos mais pobres, construíram hospitais. Um tempo depois, formaram um exército para defender o Santo Sepulcro.
Em vista das seguidas derrotas dos cristãos na Terra Santa, foi organizada mais uma cruzada: Luís VII e Conrado III (França e Alemanha) foram os líderes. Foi apenas mais uma derrota.
A retomada de Jerusalém
No ano de 1187, tropas de muçulmanos comandados por Saladino rumaram para Jerusalém, e a reconquistaram facilmente. Saladino foi gentil com os cristãos, evitou o massacre de milhares de pessoas.
Em 1189 foi organizada uma nova cruzada, comandada pelo rei da Inglaterra Ricardo Coração de Leão, o rei da França Filipi Augusto, e o imperador alemão Frederico Barba-Ruiva (Barba-Roxa). Esta Cruzada começou dando certo, mas logo os problemas chegaram. Frederico se afogou num rio na Síria, Filipe Augusto tomou o Acre e voltou pra França. Ricardo Coração de Leão ganhou de Saladino duas vezes, mas não conseguiu tomar Jerusalém. Então, Saladino e Ricardo fizeram um acordo, que permitia a entrada de cristãos para fazerem suas peregrinações na Terra Santa. Ricardo voltou logo pra Inglaterra, pois seu irmão estava tentando derrubá-lo e tomar o poder. Foi preso no caminho, na Áustria, e sua mãe teve de pagar o resgate. Retomou o poder, mas em 1199 foi morto quando combatia um vassalo insubmisso.
A Quarta Cruzada (1202-1204) teve seu rumo desviado pelas influências dos comerciantes venezianos, foram para Constantinopla, que foi tomada e saqueada. Algumas partes da cidade ficaram sob domínio cristão até 1261.
A Cruzada das Crianças foi outro fracasso, no ano de 1212. Os cristãos acreditavam que as crianças de alma pura poderiam reaver o Santo Sepulcro. Eram milhares delas. A maioria morreu de fome, frio, ou foram sequestradas para serem vendidas como escravas.
Outro fracasso foi a Quinta Cruzada (1217-1221), comandada por André II, rei da Hungria, e Leopoldo VI, duque da Áustria.
Entre 1228 e 1229 aconteceu a sexta cruzada, liderada por Frederico II, imperador alemão. Desta vez usaram a diplomacia para consequir o que queriam: os turcos entregaram as cidades de Jerusalém, Nazaré e Belém. Mas elas logo foram retomadas pelos muçulmanos.
A sétima cruzada (1248) e a oitava cruzada foram comandadas por Luís IX, rei da França, que de tanta piedade que teve dos muçulmanos acabou virando santo, conhecido hoje por São Luís. Na sétima cruzada, Luís foi derrotado, acabou preso e seus compatriotas tiveram de pagar uma pesada fiança para livrá-lo. Na oitava cruzada, Luís atacou a cidade de Túnis, no norte da África, mas morreu lá em razão de uma forte dor de barriga.
Resultados
Entre os resultados que as cruzadas tiveram, podemos citar:
- Aumento do comércio ocidente-oriente.
- A burgueria européia ficou mais rica, às custas dos nobres e cavaleiros que foram às cruzadas.
- Com tanto movimento de pessoas, as cidades e o comércio entre elas se desenvolveram.
- Alguns dos costumes orientais foram incorporados ao ocidente.
- Produtos novos orientais foram trazidos para a europa, como Arroz, Canela, pimenta, cravo, açúcar, algodão, café e perfumes.
- A intolerância aos judeus na europa cresceu, havendo muitos massacres.
As Cruzadas eram expedições de cristãos para libertar a Terra Santa (atual Palestina) dos turcos (muçulmanos), e eram patrocinadas pela Igreja Católica (Papa). O nome Cruzadas é porque os cristãos teciam uma cruz nas suas roupas, simbolizando o voto prestado à igreja.
Causas
Várias foram as causas das Cruzadas:
A partir do século X (10), a população da europa ocidental cresceu muito, e as grandes cidades não estavam mais dando conta de tanta gente. O jeito foi partir para novas terras, no oriente.
Muitos nobres da europa ocidental estavam interessados em adquirir novos feudos em terras mais férteis.
O papa Urbano II queria reerguer a unidade católica no oriente, que decaiu com a Cisma do Oriente (1054)
Muitos acreditavam que seguindo as cruzadas, alcançariam a salvação.
Naquela época não havia parque de diversão, então, para fugir do cotidiano das grandes cidades, eles partiam para as Cruzadas
Claro, interesses comerciais nas ricas terras do oriente.
Como hoje, o papa e outras "santidades", como Pedro o Eremita, tinham grandes poderes de influenciar o povo. Eles reuniram grandes multidões, de maioria pobre e miserável, para organizar uma Cruzada, chamada de Cruzada Popular. Conseguiram chegar em Constantinopla, mas com poucos recursos, cansados. Quem não gostou disso foi o imperador bizantino Aleixo Commeno, que incentivou os cruzados à atacar os infiéis, resultado: uma tremenda duma carnificina, quase todos os cruzados morreram. Depois disso, a cruzada ficou conhecida como Cruzada dos Mendigos.
Outra cruzada, desta vez formada por senhores feudais, condes, duques, etc, partiu para a Terra Santa, com o apoio dos Bizantinos. Com todo o poderio econômico e militar unidos, foi fácil conquistar Jerusalém, em 1099. Essa conquista custou milhares de vidas de judeus e muçulmanos. Nas terras conquistadas foram criadas o Reino de Jerusalém, Condado de Edessa, Condado de Trípoli e Principado de Antioquia . Mas logo essas terras ficaram precárias, em razão das constantes batalhas travadas por muçulmanos e os nativos contra os cristãos. Para tentar se manter nas regiões conquistadas, os cristãos criaram duas ordens: os Templários e os Hospitalários:
Templários: formar um exército para controlar os novos domínios, para isso, deveriam construir fortalezas, fossos, muros, etc. Também se juntou à ordem uma milícia de monges cavaleiros.
Hospitalários: como o nome já diz, criaram estabelecimentos para acolher os peregrinos mais pobres, construíram hospitais. Um tempo depois, formaram um exército para defender o Santo Sepulcro.
Em vista das seguidas derrotas dos cristãos na Terra Santa, foi organizada mais uma cruzada: Luís VII e Conrado III (França e Alemanha) foram os líderes. Foi apenas mais uma derrota.
A retomada de Jerusalém
No ano de 1187, tropas de muçulmanos comandados por Saladino rumaram para Jerusalém, e a reconquistaram facilmente. Saladino foi gentil com os cristãos, evitou o massacre de milhares de pessoas.
Em 1189 foi organizada uma nova cruzada, comandada pelo rei da Inglaterra Ricardo Coração de Leão, o rei da França Filipi Augusto, e o imperador alemão Frederico Barba-Ruiva (Barba-Roxa). Esta Cruzada começou dando certo, mas logo os problemas chegaram. Frederico se afogou num rio na Síria, Filipe Augusto tomou o Acre e voltou pra França. Ricardo Coração de Leão ganhou de Saladino duas vezes, mas não conseguiu tomar Jerusalém. Então, Saladino e Ricardo fizeram um acordo, que permitia a entrada de cristãos para fazerem suas peregrinações na Terra Santa. Ricardo voltou logo pra Inglaterra, pois seu irmão estava tentando derrubá-lo e tomar o poder. Foi preso no caminho, na Áustria, e sua mãe teve de pagar o resgate. Retomou o poder, mas em 1199 foi morto quando combatia um vassalo insubmisso.
A Quarta Cruzada (1202-1204) teve seu rumo desviado pelas influências dos comerciantes venezianos, foram para Constantinopla, que foi tomada e saqueada. Algumas partes da cidade ficaram sob domínio cristão até 1261.
A Cruzada das Crianças foi outro fracasso, no ano de 1212. Os cristãos acreditavam que as crianças de alma pura poderiam reaver o Santo Sepulcro. Eram milhares delas. A maioria morreu de fome, frio, ou foram sequestradas para serem vendidas como escravas.
Outro fracasso foi a Quinta Cruzada (1217-1221), comandada por André II, rei da Hungria, e Leopoldo VI, duque da Áustria.
Entre 1228 e 1229 aconteceu a sexta cruzada, liderada por Frederico II, imperador alemão. Desta vez usaram a diplomacia para consequir o que queriam: os turcos entregaram as cidades de Jerusalém, Nazaré e Belém. Mas elas logo foram retomadas pelos muçulmanos.
A sétima cruzada (1248) e a oitava cruzada foram comandadas por Luís IX, rei da França, que de tanta piedade que teve dos muçulmanos acabou virando santo, conhecido hoje por São Luís. Na sétima cruzada, Luís foi derrotado, acabou preso e seus compatriotas tiveram de pagar uma pesada fiança para livrá-lo. Na oitava cruzada, Luís atacou a cidade de Túnis, no norte da África, mas morreu lá em razão de uma forte dor de barriga.
Resultados
Entre os resultados que as cruzadas tiveram, podemos citar:
- Aumento do comércio ocidente-oriente.
- A burgueria européia ficou mais rica, às custas dos nobres e cavaleiros que foram às cruzadas.
- Com tanto movimento de pessoas, as cidades e o comércio entre elas se desenvolveram.
- Alguns dos costumes orientais foram incorporados ao ocidente.
- Produtos novos orientais foram trazidos para a europa, como Arroz, Canela, pimenta, cravo, açúcar, algodão, café e perfumes.
- A intolerância aos judeus na europa cresceu, havendo muitos massacres.
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